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Não esperes por mim. Não esperes que te diga que sinto a tua falta e que te quero perto de mim. Não esperes que eu fique acordada durante a madrugada só à espera que me digas um olá, que te lembres de mim. Não esperes que eu te beije só porque a saudade bate forte. Não esperes que te diga que te amo só porque o sinto. Não esperes que eu olhe para trás e corra de volta para perto de ti só porque dói o facto de estares tão perto e o teu corpo estar tão longe do meu. Não esperes que eu te olhe nos olhos e te pergunte o que realmente sentes apenas porque é a pergunta que mais me questiono durante o dia. Não esperes que eu vá trazer comida e um cobertor só porque quero que fiques mais um bocadinho e que não vás logo. Não esperes que me passe contigo apenas porque sinto que não queres saber de mim. Não esperes que eu faça o que queres apenas porque sabes que t...
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Depois muita ausência, inconstâncias e muito trabalho, chegou ao fim! Finalmente. Estava a ver que nunca mais chegava o dia. Mas honestamente valeu a pena, consegui impor-me e mostrar que não sou aquilo que os outros vêem e o que os outros acham. Eu sou a surpresa, o segredo e a alegria de um momento. Apesar de estar meio adoentada, quero parar mesmo um bocadinho e apreciar os bens que tão para mim são importantes. O Natal está a chegar e o final do ano. Espero mudar as minhas atitudes e entrar com o pé direito no novo ano. Por agora, vou descansar a minha cabeça que tanto preciso.

Para o meu melhor amigo...

Adoro-te. Moça. Queres sair? Anda. Fui ao ringue ver se estavas lá. Obrigado. Diz já para te ir dar um abraço. Podes contar comigo. Nunca me esqueci de ti sempre vales-te muito para mim e não me esqueço o quanto me apoias-te. Já nem falas, sua ranhosa. Sempre, fofa. Como não sentir a tua falta? Como dizer que estou bem sem ti? Como é que lido com a tua ausência, sem poder dar-te na cabeça ou até mesmo ir comprar croissants contigo às 2h da manhã, sendo eu um indivíduo que não gosta de croissants mas que só come aqueles se estiverem quentes. Será o chocolate ou a tua companhia que eu gosto? Será o teu ombro esquerdo que eu gosto de me encostar ou o cap que mais me irrita e que tenho sempre de tirar? Houve uma noite que quisemos tomar banho nos regadores da relva, gastar água para molhar telemóveis. Houve uma tarde que preferimos ficar por caminhar, perder peso. Houve uma noite que de...

Saudade que invade..

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Há dois meses, perdi pela primeira vez um ente querido, quer dizer, a única pessoa que conheci e que cresci e que partiu. Já morreram alguns, dado que a vida é mesmo assim mas acho que a minha cabeça nunca foi assim nessa altura, ainda criança, muita coisa me passava ao lado.  Nunca conheci os meus avós maternos, infelizmente. As pessoas dizem que sou bastante parecida com a minha avó e se tivesse tido a oportunidade de conhecê-la provavelmente teria a chance de me compreender finalmente, ou pelo menos um bocadinho. Cresci com as idas à praia com os meus avós paternos, na confortabilidade da casa e do jardim que eles próprios criaram e no meio de todos aqueles animais. A minha avó sempre foi a vaidosa, para ela era sempre importante estar bonita, apesar de, por acaso se chamar Deo linda. Talvez tivesses sido tu, avó, a me propor em tempos, que gostasse de flores e de animais, tanto como gosto agora. Tinhas sempre um gelado para mim ou uma bolacha naquelas tuas caixas que deixava...

Mar de sentimentos

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No Domingo fui à praia com os meus tios e não deixei de, mais uma vez, vislumbrar aquilo que mais gosto, o mar. Logo o som é música para os meus ouvidos. Mas se gosto de uma praia abarrotada de gente? Nem por isso. Gosto de ter espaço para poder pisar a areia, não ter de andar a desviar-me de tudo o que se cruza comigo. Este ano, por acaso, não foi um ano que tenha ido à praia muitas vezes mas todas elas, cada vez que ia para dentro de água, tinha que estar sempre fria. A minha temperatura corporal aumenta bastante exposta ao sol, mas a dos outros não. Sou tão especial.

Explorar o que existe e que ninguém aprecia realmente

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Por certas alturas, sinto-me uma sortuda. Felicidade constante de não querer abdicar do meu lar sossegado para uma cidade barulhenta não só à hora de ponta. Adoro a forma como o vento atravessa os campos e como ele soa a passar. Adoro sair de casa e ter quase um jardim botânico à minha volta. Poder passear e ter a certeza que vou poder ver algo magnífico. É extraordinário como a natureza nos dá tanto e enriquece tanto os nossos sentidos. É como estar a pisar algo que renasce, não como uma passadeira no meio da cidade mas como andar sem perder o gosto, poder aproveitar alguns momentos em silêncio apenas ao som do mundo. Há tantas flores tão mal cheirosas, mas que compensam tanto com o exterior. Que comparação metafórica para os seres humanos.

Regresso

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Passado uns tempos de afastamento, voltei. Não sei porquê, mas talvez o facto de necessitá-lo, de desabafar, não numa folha de papel que ninguém tem o direito de ver, mas desabafar sentindo que posso partilhar, utilizando as minhas inspirações e tudo o que para mim importa. Sinto que a minha cabeça já não é o que era, que a minha visão já é algo de diferente. Quero renovar isto tudo, tal como fui renovando o meu próprio eu. Cansei da depressão, dos vícios e do mau estar. Agora tenho paixões e espero poder falar delas sem medo, sem receio. Muita coisa irá mudar. Voltarei possivelmente amanhã!